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Santa
Clara nasceu em 1193 ou em 1194, na cidade de Assis, filha primogênita
antes de outras duas irmãs. Sua família, por parte
de pai, era uma família de cavaleiros; por parte de mãe,
Clara tinha também o sangue da nobreza. Seu pai se chamava
Favarone de Offreduccio, e sua mãe, Hortolana. Além
da nobreza de origem, a família era rica, possuidora
de não poucos bens.
Como convinha a uma jovem da nobreza, Clara foi educada para
ser uma mulher da sociedade, mas sua mãe, mulher de profunda
piedade cristã, não se descuidou de transmitir-lhe
também os ensinamentos da religião. Assim, desde
criança, Clara acompanhava os gestos caridosos de sua
mãe para com os pobres de Assis. E ela mesma, desde tenra
idade, já se privava de iguarias para, às escondidas,
dá-las aos pobres.
Na idade de 17 para 18 anos, momento em que seus pais já
estavam preocupados em arranjar-lhe um bom casamento, Clara,
sob pretexto de pensar melhor sobre sua vida, postergava sempre
a idéia de contrair matrimônio, recusando com delicadeza
os pretendentes que os pais lhe apresentavam. Foi neste tempo
que ouviu falar de Francisco, um jovem que deixou família
e riquezas para, com um grupo de companheiros - todos considerados
loucos |
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pela
sociedade - simplesmente viver segundo o Evangelho de Nosso
Senhor Jesus Cristo. Esta idéia a empolgou. Estava
decidida: iria viver como aqueles jovens. Depois de algumas
conversas com Francisco, foi feito por ambos um plano de fuga.
Deste modo, na noite do domingo de Ramos de 1211 (ou 1212),
Clara abandonava a casa e era conduzida à capela de
Francisco e de seus companheiros para, aí, depor suas
ricas vestes e vestir o hábito da penitência.
Após esta breve cerimônia, Clara foi conduzida
a um mosteiro de monjas beneditinas.
Quando a fuga foi descoberta, os parentes foram ao encalço
dela. Tentaram de todos os modos possíveis convencê-la
a voltar para casa. Mas ela, agarrando-se à toalha
do altar, tirou o véu que lhe cobria a cabeça
tonsurada, sinal de sua consagração a Deus.
Os parentes viram que nada mais tinham que fazer.
Duas semanas depois, nova fuga da casa de Favarone. Era a
segunda filha, Inês, que fugia e ia viver com Clara.
Nova tentativa dos parentes de conduzir de volta a segunda
filha. Tudo em vão. Assim, a nova comunidade fundada
por Clara começava a crescer. Vieram em seguida suas
antigas companheiras: Pacífica, Benvinda de Perusa,
Cecília de Gualtieri, Filipa de Gislério, Cristiana
de Bernardo e outras. Mais tarde veio também a outra
irmã, Beatriz, e finalmente sua mãe Hortolana.
Depois de mais de quarenta anos de vida no mosteiro, uma vida
escondida que, no entanto, irradiava por todas as regiões
da Itália, Clara faleceu aos 11 de agosto de 1253,
sendo canonizada apenas dois anos depois de seu falecimento.
Bênção
de Santa Clara
"Em
nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
O Senhor as abençoe e guarde. Mostre-lhes o seu rosto
e tenha misericórdia de vocês.
Volte a sua face para vocês e lhes dê a paz, a
vocês minhas irmãs e filhas, e a todas as outras
que vierem e permanecerem em sua comunidade, e a todas as
outras, tanto presentes quanto futuras, que perseverarem até
o fim nos outros mosteiros das senhoras pobres.
Eu, Clara, serva de Cristo, plantinha do nosso bem-aventurado
pai São Francisco, irmã e mãe de vocês
e das outras irmãs pobres, embora indigna, rogo a nosso
Senhor Jesus Cristo, por sua misericórdia e por intercessão
de sua Santíssima Mãe Santa Maria, de São
Miguel Arcanjo e de todos os anjos de Deus, do nosso bem-aventurado
Pai Francisco e de todos os santos e santas, que o próprio
Pai celeste lhes dê e confirme esta santíssima
bênção no céu e na terra: na terra,
fazendo-as crescer na graça e em virtude entre seus
servos e servas na sua Igreja militante; no céu, exaltando-as
e glorificando-as na Igreja triunfante entre os seus santos
e santas.
E as abençôo em minha vida e depois de minha
morte, como posso com todas as bênçãos
com que o Pai das misericórdias abençoou e abençoará
seus filhos e filhas no céu e na terra, com os quais
um pai e uma mãe espiritual abençoaram e abençoarão
seus filhos e filhas espirituais. Amém.
Amem sempre as suas almas e as de todas as suas Irmãs,
e sejam sempre solícitas na observância do que
prometeram a Deus.
O Senhor esteja sempre com vocês, e oxalá estejam
vocês também sempre com Ele". Amém.
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