Em 1938,
o partido nazista de Hitler fechou todos as escolas e as
Irmãs de Graz sofreram muito com essas medidas. Os
prédios, onde funcionavam as escolas, foram ocupados
pelos militares nazistas, deixando as Irmãs desempregadas
e sem lugar para ficarem. Eis que chegou da África
do Sul um missionário que as convidou para iniciarem
um trabalho em Transvaal. Em 5 de março de 1939,as
Irmãs partiram de Graz para o Transvaal, numa viagem,
de trem e navio, que durou mais de um mês.
Ao chegarem
ao local da Missão, foram recebidas, com carinho,
por Irmãs de outra Congregação. Foi
preciso aprender três novas línguas - inglês,
africâner e zulu - bem como cuidar da horta, farmácia,
fazer partos, cuidar da cozinha e da casa além das
atividades a que estavam acostumadas: ensinar pintar e educar
no internato. Foi um começo penoso, mas , enfrentado
com muita coragem e determinação. Após
a 2a Guerra foram chamadas de volta para Graz. Mas era impossível
deixar a África, tanta era a afeição
pelo povo e pelo trabalho. Apesar das severas prescrições
sobre a segregação racial, as Irmãs
resolveram aceitar jovens negras que quisessem entrar para
a Congregação. Hoje, muitas Irmãs africanas,
no Transvaal, colaboram com as austríacas em várias
atividades:
- nas escolas;
- no Centro Social para o desenvolvimento;
- no hospital;
- na pastoral paroquial;
- na escola de corte e costura.
Com o fim do Apartheid, a África do Sul teve um novo
futuro e as Irmãs, juntas, sempre procuram trabalhar
para a unidade e justiça.