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Na mentalidade dos povos antigos, os números
tinham um sentido simbólico. Muitas vezes significavam
qualidade e não quantidade. Os orientais não
sabiam falar sem recorrer ao simbolismo dos números
e dos provérbios. Assim, por exemplo, para dizer
que uma pessoa era virtuosa e abençoada por Deus,
a Bíblia diz que tal pessoa viveu uma grande
soma de anos.
Os números ímpares eram sempre mais perfeitos
que os pares. Pelo fato de serem mais facilmente divisíveis,
os números pares eram inferiores, pois davam
a idéia de coisa fraca.
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Os
números simbólicos mais freqüentes na Bíblia
são: UM, TRÊS, SETE DEZ e DOZE. O Dez e o Doze
não são ímpares, mas tinham uma razão
especial para entrar na lista dos números simbólicos.
UM: era o número perfeito por excelência, por
ser o primeiro ou origem dos outros números.
TRÊS: era número perfeito por ser o primeiro
composto de ímpar, e por representar o triângulo,
que era uma figura perfeita, com três faces iguais.
SETE: o mais significativo na linguagem bíblica. Começa
por isto: Deus fez o mundo em sete dias (Gn. 1, 1-31; 2, 1-2).
Indicava perfeição e totalidade.
Quando Pedro perguntou a Jesus se deveria perdoar o irmão
até sete vezes, o Senhor respondeu-lhe: - "Não
te digo até sete, mas até setenta vezes sete"
(Mt. 18,21-22). O perdão deve ser completo - infinitamente.
DEZ: entrou na lista dos números perfeitos, apesar
de não ser ímpar, porque dez são os dedos
das mãos. E essa era a maneira primitiva de se contar.
DOZE: era um número simbólico porque o ano divide-se
em 12 meses. Indica plenitude e perfeição. As
tribos de Israel eram doze (Gn 35, 22-26). Os Apóstolos
eram doze (Mt 10,1-5). O número dos eleitos era 144
mil, sendo doze mil de cada uma das tribos de Israel (Ap.7,4-8).
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